quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Sustentabilidade Algumas questões.

Sustentabilidade.
Marcello Polinari, Curitiba 24/09/2014. Ensaio.

Algumas questões.
Um sistema “sustentável” não é apenas durável e  que deixa condições de boas interações para as gerações futuras.
Sustentabilidade de um sistema de interações depende que ele exista sem que dimensionalmente (caos) detone outros sistemas dentro de si ou ao seu redor. Para que isto aconteça, o sistema de interações não pode ser um vampiro infindo das relações ou aportes de energias e insumos internos nem externos. Exemplo: um quintal ou vaso de flores que para produzir não necessite de químicas, adubos, corretivos de solo vindos de fora.
Imagine um sistema como uma caldeira, ele não pode consumir mais que suas fontes de energias podem se regenerar, há um limite. Toda demanda da humanidade é uma “ferida, uma pegada cicatrizável no universo, no planeta”, mas há um limite para esta auto-cura. A ideia é de um equilíbrio energético. Um “moto-contínuo”, mas limitado pela capacidade de um bioma de uma região se regenerar durante um dado tempo em relação a demanda neste tempo.É uma equação matemática possível: região, energia retirada, tempo, energia reposta, tempo. Assim, o esforço de regeneração da natureza numa região pode ser calculado monetariamente tanto quanto se calcula o trabalho de um operário ou máquina.
Isto é possível porque o sol e a natureza em geral,  continuam a dar energias gratuitas até certo limite numa dimensão interativa, uma região e propiciam a regeneração autônoma de rios e florestas.  A regeneração autônoma da natureza funciona como terceiro braço da humanidade. Assim, economicamente podemos calcular em valores econômicos o esforço de regeneração da natureza e vê-la como parceira cúmplice de nosso porvir ou avatar. Repetindo, porque nem tudo que redunda: Assim, o esforço de regeneração da natureza numa região pode ser calculado monetariamente tanto quanto se calcula o trabalho de um operário ou máquina. Deste modo hoje temos que ter a ideia não de natureza objeto, e objeto descartável, o que é pior, mas da natureza como parceira produtiva com valores quantificaveis.
Sustentabilidade e desenvolvimento infindo.
Muitos economistas já questionaram a ideologia de desenvolvimento econômico infindo por saberem que mesmo com tecnologias, o planeta tem limites de oferta de energias.
Porém, ideologicamente o conceito de equilíbrio e sustentábilidade  vem de físicos que nos anos 1950/60 por não encontrarem respostas na linearidade do discurso científico ocidental abraçaram o Zen Budismo  por que ele há milênios lida com a complexidade e a simplicidade (dimensional e universal), saber e humildade, coisa difícil para o tradicional raciocínio científico ocidental que está ligado a ideologia de desenvolvimento econômico infindo, algo como o "infindo para o oeste", americano.
Enquanto não separarmos equilíbrio ambiental (equação demanda versus regeneração regional e da biosfera) de desenvolvimento contínuo e infindo, não haverá base material e filosófica para a sustentabilidade porque o Planeta Terra não espixa. Esta é a realidade. Buscar equilíbrio comendo desmesuradamente recursos finitos não é lógico, é uma contradição.
Então, chegamos a um ponto. O universo nos dá energias que regeneram regioes e biomas que funcionam como um terceiro braço na produção da vida material,  a natureza, o universo  não são apenas  coisas, são vivo tanto quanto nós e são nosso parceiro de e vida. Ok?
Assim, quando se fala de sustentabilidade fala-se de relações complexas e equilíbrios energéticos dimensionais internos e externos a cada dimensão interativa e isto é calculável.
Os povos não civilizados já sabiam deste frágil equilíbrio: regeneração e oferta da natureza e demanda das famílias e dos clãs a cada estação. Inclusive faziam coisas que hoje acharíamos horríveis para a sobrevivência da maioria, como se livrarem de quem é apenas peso e demanda negativa naquela estação. Não prego isto, não sou pregador. Apenas afirmo rever as relações econômicas predominantes mundiais entre demandas sócio/ambientais/econômicas mundiais  e a capacidade da biosfera se regenerar e reduzir demandas, adequando-se a capacidade de carga do planeta. Este ponto de equilíbrio é calculável é uma variação do gênio economista Chayanov que Stalim mandou pra Sibéria. Ele dizia que em todo sistema há variações e opções, ou seja dimensões interativas  múltiplas, ordens nperiais para além da predominante. Assim, em outras dimensões interativas existem outros sistemas econômicos que podem ser opções ao predominante. 

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