quinta-feira, 25 de setembro de 2014

GESTÃO CULTURAL

GESTÃO CULTURAL


GESTÃO CULTURAL
Marcello Polinari
Curitiba, 2011
O trabalho com cultura é, antes de tudo, um trabalho pedagógico e civilizatório de massa. É educar multidões fora da sala e aula. Ele é lento e paciente, por isto é diferente da educação escolar, mas, como ela, lança mão de vários recursos (inclusive espetáculos) para disseminar, conservar e alterar valores de uma grande população.
Ele não é a face circo de uma política de pão e circo.
É um processo de longa duração que visa reforçar valores civilizatórios contra a barbárie, que nunca descansa e busca a hegemonia.

Conquistar corações e mentes para uma sociedade mais humana, fraterna, justa, menos consumista e desigual é a missão do gestor cultural.

O trabalho do gestor cultural fundamenta-se no seguinte ações:
PESQUISAR = Arrolar, levantar, pesquisar o que existe de registros materiais da vida em sociedade ( cultura material) e de eventos culturais que a sociedade constantemente produz e poucos registros materiais deixam.

INCENTIVAR = A Segunda parte visa garantir a continuidade destes bens materiais e imateriais. A: aos bens materiais eleitos (amostras) como exemplo de civilização, de bom e bem a ser seguido, copiado, reproduzido, para servir de inspiração. B: aos bens imateriais, que são manifestações é necessário conservar quem os manifesta, quem os faz e realiza. É necessário incentivar que continuem a fazer manifestações. culturais imateriais consideradas civilizatórias, boas e belas.
CONSERVAR=  Ações de  conservação dos das coisas e interações eleitas como bens culturais.
DIVULGAR= A divulgação é uma das facetas pedagógicas da gestão patrimonial. Ela lança mão desde monumentos até espetáculo, exposições e o que estiver bem, eticamente, à sua mão.
O Estado, não é onipresente, ele gere por amostragem uma maioria.
Ou seja, toda gestão publica é amostral, não vamos selecionar, salvar, conservar preservar tudo, mas uma boa quantidade de amostras que sirvam de faróis, de exemplos, para a civilização. Isto não significa justificativa para diminuir os já minguados investimentos públicos e privados que se fazem em cultura em nosso país.

Nenhum comentário:

Postar um comentário