segundo definição da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), é uma usina de pequeno porte com capacidade instalada maior do que 1 MW e no máximo 30 MW.
Outro limite da PCH é o tamanho de seu reservatório, que para ser classificada desta forma, não pode ultrapassar os 3 km²1 .
As PCH compõem uma importante parte da geração de energia no Brasil e sua regulamentação é feita através da resolução nº 394 - 04-12-1998 da ANEEL2 .
Comparando com as UHE (Usinas Hidrelétricas de Energia), as PCH têm vantagens e desvantagens. Por serem menores, são mais baratas de construir, causam um dano ambiental menor, podem ser construídas em rios com menor vazão e contribuem para a descentralização da geração de eletricidade. Por outro lado, elas geram uma energia mais cara, pois nem sempre haverá fluxo d'água suficiente para fazer girar as turbinas, devido à seca em algumas épocas do ano, o que não acontece nas usinas maiores, onde sempre haverá água no reservatório. Wikipedia.http://pt.wikipedia.org/wiki/Pequena_central_hidrel%C3%A9trica
PEQUENAS USINAS HIDRELÉTRICAS
Primeiramente quero
esclarecer que para europeus toda grande empresa/empreendimento é considerada
uma PLANTA , um projeto, que visa lucro. Então usam o nome PLANTA.
Entre ambientalistas há o
consenso de que é necessário pensar uma planta comparando-a a um ser vivo com
seu ciclo vital para se fazer um EIA estudo de impactos ambientais e planejar a
mitigação e reparação destes impactos em cada etapa deste ciclo.
Ou seja: ela nasce, é
projetada e implantada. Nesta etapa ela tem impactos sociais, econômicos e
ecológicos que devem ser avaliados.
Nesta avaliação é necessário
levar em conta perdas e ganhos. O que a natureza perde e ganha, o que a
sociedade local e a humanidade perde e ganha . Quem paga as perdas, será a
empresa ou nossos impostos?
A mesma avaliação
necessita ser feita sobre o período de vida pungente da planta. Principalmente
quem fica com a grande fatia de lucros e passivos ambientais.
Além disto, toda empresa
morre por causas econômicas ou picaretagem. Na sua morte sobra um esqueleto e
uma paisagem alterada que necessita ou ser recuperada como natureza/ área
rural ou recuperada como ambiente urbano/industrial.
Normalmente isto é caríssimo e dificilmente os empresários põe na conta dos
custos iniciais da planta e do EIA/E este ultimo e de economia. Isto, o passivo
ambiental final, tem um custo que DEVE
ser levado em conta economicamente na rentabilidade da planta e ser distribuído
por toda existência da planta desde seu projeto até a recuperação ambiental
final. Quem vai pagar isto, será a empresa ou nossos impostos? Se forem nossos
impostos a empresa é somente um pretexto, um meio para assaltar nossos
impostos.
Um estudo deste, por
exemplo para uma usina hidrelétrica, se for cientificamente sério, com
abundancia de recursos humanos, técnicos e financeiros leva em média 7 anos.
São historiadores, arqueólogos, geólogos, biólogos, antropólogos e outros
tantos trabalhando intensivamente. Isto
está computado pelo empresário nos custo da planta ou fica apenas com
aqueles “EIA” e RIMA que são copias comerciais uns dos
outros? Eu li os EIAs de todas as grandes usinas do Paraná, eles parecem clones,
a maioria feitos em dois ou 4 anos no máximo.
Ou seja, é
necessário levar em conta bônus e ônus na implantação, na operação e no
desmanche e recuperação ecológica e ambiental. Quem fica com o bônus e como se divide o ônus entre
natureza, sociedade e especialmente nossos impostos?
Sei que aproximadamente
20 a 25 % do território brasileiro está sob a proteção de alguma legislação
cultural e/ou ambiental. Também sei que somos um país pobre, principalmente
pela concentração da renda. Necessitamos gerar emprego digno para a população.
Sei também que o que
predomina na economia brasileira são as chamadas COMMODITES,
o que significa uma exploração extensiva, agressiva, concentradora e de baixa
tecnologia.
Além disto, na minha
cabeça não entra o conceito de “INDUSTRIA EXTRATIVA”. Leio isto como
extrativismo em escala industrial e altamente tecnificada.
Ou seja, toda planta,
entendida como projeto econômico que extrai da natureza e da sociedade com alta
tecnologia, pra mim é extrativismo tecnificado, não é indústria que caiba no século XXI.
Então, temo o tecnicismo, o academicismo não
engajado e encastelado, assim como temo os
ditos verdes românticos que querem evitar que “empresários façam mal pra mãe
natureza”. Necessitamos de seriedade e bases científicas sem picaretagem de um
lado nem romantismo do outro.
Penso que o capitalismo, a
democracia e a república são coisas novas na humanidade e podem melhorar com
mais humanismo. A ciência ambiental nem se fala, é um neonato na História.
Agora que esta desenvolvendo um cabedal de conceitos próprios.
Isto aplicado a questão
do não tombamento ou tombamento da cachoeira de XXXXX onde querem fazer uma pequena
usina hidrelétrica. Pergunto, temos dados científicos, econômicos imparciais
suficientes para decidir tombar ou não.
Existe o fato de que esta
(XXXXX) é uma das grandes e belas cachoeiras do Paraná comparável a outras que
desapareceram, esta catalogada como área de relevante interesse de preservação
deveria ser AREA DE RELEVANTE INTERESSE TURISTICO, além disto tem proteções do
IAP/SEMA e do IBAMA. EU pessoalmente gostaria de ver um perímetro transformado
em Parque Municipal. Os municípios podem e devem ser atuantes legal e
protagonisticamente na proteção de bens culturais e ambientais, não deixando
tudo para o Estado e a União.
Ok, paixões a parte,
pergunto. Qual a vida útil desta usina. Quem fica com o bônus e com o ônus de
cada etapa, especialmente do desmanche e recuperação ecológica e ambiental da
área, qual a data estimada pelos engenheiros para o “falecimento” desta planta ?
Macello Polinari
Curitiba, 9 de outubro de
2012.
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